domingo, 25 de setembro de 2011

Carpe Noctem

Ah...! As margueritas!
Minha visão torpe;
E a sua voz que me irrita.
... Detesto-te!
Sussura no meu ouvido
E esqueço as diferenças.
Mentiras convenientes;
Lapsos de memória.
A música me deixa profana.
Iludem-se os sentidos.
Nada é indubitável,
Só aceitável...
... até que amanheça!

Daiana Michaelsen Mergener

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Breu

 O anoitecer me envolve

 Com seu manto macio e frio.

 Amoleço.

 O luar me embriaga;

 Me chama.

 Deveria resistir...

 ... Mas me entrego!

 Sem avaliar as conseqüências;

 E a vulnerabilidade latente.

 Quero me arriscar...

 ... Me entorpecer!

 À flor da pele.

 Intenso.

 O breu da noite

 É um amante generoso,

 porém perigoso.

 E isso me agrada. Muito.



Daiana Muchaelsen Mergener

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Grotesca Realidade

Mais um da fase "juventude transviada" e depressiva.


Só para ressaltar, faz anos que foi escrito. ;)





Grotesca Realidade



Estou reinventando o meu modo de viver;

Estou me afastando das pessoas que amo;

Porque são sempre elas que mais me fazem sofrer.

Não consigo mais compreender meus amigos;

Aliás, nem me compreendo;

Por isso resolvi dar um tempo...

... As vezes afastar-se é melhor.

Nos ajuda a pensar com mais clareza.

A segunda opção nem sempre é a que preferimos,

Mas é a mais viável.

Porque sempre algo impede a primeira de acontecer.

A segunda não nos faz sofrer tanto.

Mas a primeira seria melhor, talvez.

É melhor tentar ser contentar com a segunda.

As coisas boas não duram para sempre...

... Mas as ruins idem.

Portanto, nada, nada mesmo dura para sempre, sem ilusões.

É a grotesca realidade.





Daiana Michaelsen Mergener