terça-feira, 29 de novembro de 2011

Purgatório



Sua falsa moralidade
Condenou-me, baby!
Desviei-te da “perfeita” conduta.
Não fui boa o suficiente.
Corrompi sua índole.
Sempre julgando erroneamente!
Quando mudará?
Libertinagem e liberdade
São irmãos de pais diferentes.
Lembre-se:
O purgatório te aguarda...
... Ansiosamente!


Daiana Michaelsen Mergener

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

?

Esta também é da minha época de "juventude transviada", a questão é que nestes últimos dias tenho me sentido justamente deste jeito.





                           ?
Porque eu não consigo mais confiar em ninguém?
Porque parece que todos a minha volta estão tramando algo?
Porque cada vez mais me convenço de que o mundo é insano?
Porque o normal é ser anormal?
Será que sou eu que estou com a mente ensandecida ou é você que não se importa com a vida?
Tudo parece tão fútil e superficial...
Até as coisas mais insignificantes não dão certo...
O despertador não toca quando preciso...
Você não me ajuda quando necessito...
Mas sempre estou pronta quando precisar.
Quero a confiança que quebrei de volta!
Mas é indubitável que os seus cacos são irrecuperáveis.
Você diz que é tudo tão simples...
... Mas porque o simples me parece tão complicado?
Meus ídolos morreram de overdose! Por quê?
Os justos acabam injustiçados...
Os inocentes são brutalizados;
E você ainda diz que tudo é fácil!??
Sinto, mas preciso discordar...
... se formos pensar, o mundo não é bonito e a vida nem tão harmoniosa...
Como podemos nos contentar com frivolidades
Quando a camada de ozônio está se esvaindo...?
Será que ninguém se importa?
Quem vendou os seus olhos?
Ou é você que não quer enxergar?


Daiana Michaelsen Mergener

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Transpirar Liberdade



O vento me acaricia
O ócio me corrói!
A noite transpira liberdade.
Quero viver outra época;
Outra melodia, outra realidade!

Memórias me assombram
Com os falsos amores
E sentimentos que embaraçam.
Quero dançar sob as estrelas...
...Nua ao redor de uma fogueira.
Despida dos pudores.

Enquanto isso, meu cativeiro;
Minha doce gaiola dourada.
Conforta-me e mata!
Podando minhas asas.

Daiana Michalsen Mergener

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Sono Mortal


Essa lâmina mortal
Minhas veias atraem
De certa maneira sensual
Virtudes que se esvaem;

Para minh' alma atormentada
A morte é uma charada.
Cruel, vil e violentada!

Felicidade é ilusão.
Uma doce miragem
Utópica paisagem
Deficiente de paixão.

O sono eterno me rejeitou
E vivo nesse mundo infeliz
Que a esperaça desprezou.


Daiana Michaelsen Mergener

sábado, 5 de novembro de 2011

Arriscar!



Aventura guie-me!
Libere a adrenalina!
Perspectivas me assombram.
Não tenho nada a perder.
E muito menos a temer!
Preciso me superar.
Arriscar!
Conseqüências inevitáveis;
Nem sempre agradáveis.
A moeda do jogo se chama ousadia...
... Adeus comodismo!
Adeus monotonia!

Daiana Michaelsen Mergener

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Vício Doentio

Sorriso misterioso.
Olhar sombrio.
Mãos nervosas.
Apetites vorazes.
Desejos velados.
Nervos incapazes.
Calmaria aparente;
Tempestade interior.
Suspiros arrancados,
Súbito arrepio.
Pensamentos incoerentes...
...N’alma sinto frio.
Desfecho dramático
Desse vício doentio.

Daiana Michaelsen Mergener