terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Mistério!



Mistério!



Sentada neste chão frio;
Sob o sol matinal,
Lembro do final sombrio
De uma história trivial.

E eis que surge a tempestade
Devastando os “eu’s” racionais.
Chega de auto-piedade!
N’esta circunstância, são todos iguais.

Solidão é remédio
Após o vil acoite.
Porém permanece o tédio...
... E não me esqueço d’aquela noite!

Daiana Michaelsen Mergener

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Miragem



Miragem

A poeira dos caminhos;
Desvia minha atenção;
E entro em atalhos
Sem ter a intenção.

Por me deslumbrar
Com a mágica paisagem;
Nos espinhos pisei.
Tropeçando na razão;
Descubro ser tudo miragem!

Todo o esplendor
Que por hora me inebriou.
Me aflinge com vigor.

Atormentou.

E agora, perdida na estrada;
Na direção sinuosa.
Que o torpe destino selou
Nesta tarde misteriosa.

Daiana Michaelsen Mergener

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Embuste!

















Embuste!

Encanto boêmio;
Ensejo adúltero.
Por debutar com louvor;
O enigma desvendou.
Envenenou-se.
Desejos foram vetados.
Bailando para o abismo;
Por endeusar valores errados.
Nas armadilhas do capitalismo
Entregou-se com ardor.
Da paz se desvencilhou.
Ignorou o amor
Despudorado.
E enfim...
... Desalmado.


Daiana Michaelsen Mergener.