Abro o relicário
Sinto nitidamente sua pulsação
Tão escondido, seu interior solitário.
Indago-me: - Será alucinação?
Quieto, o vil segredo;
De gerações esquecidas, clama por piedade;
Sempre que o toco, sinto medo.
O último resquício de humanidade
Então, o sagrado confunde-se com o pecado;
E o quase extinto, o inocente,
A questionar é estimulado
E tem seus sonhos despedaçados, cruelmente.
Fecho o relicário
E assim, julgo e condeno;
Para os sobreviventes, maldição.
O passado que não dorme, em suas veias... veneno
Quer queiramos ou não.
Daiana Michaelsen Mergener

"Um olho olhou Um olho,
ResponderExcluirUm brilho brilhou no olho,
Uma voz ouviu na espinha,
Um beijo beijou o tempo,
Dois tempos se vão em Um tempo".
Marcelo Schnorr Araujo (eu mesmo)
Abrindo um pouco meu relicário,
Tudo de bom guria!
Mais uma do meu relicário,
ResponderExcluir"Quando dois olhos não cessam de se ver temos um flerte,
O desejo mútuo de conhecer é o passo direito,
O encontro de afinidades, um paraíso aqui e agora, a ansiedade infinita do vir a ser,
O beijo, uma concordância que surge da necessidade recíproca,
A paixão, uma injenção que muda o sangue em noites de insônia,
A aceitação incodicional entre as partes e a separação impossível, é o amor..."
Marcelo Schnorr Araujo
Que lindo, Marcelo. Muito bom. o/
ResponderExcluirSempre romântico. :)
Sou um múltiplo de tudo e às vezes do que não quero. Mas, a inspiração é a força que me faz andar, sem ela...
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